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Como avaliar websites

Avaliação de inspeção e avaliação empírica

Textbook 2013 64 Pages

Design (Industry, Graphics, Fashion)

Excerpt

Sumário

Lista de figuras

Lista de tabelas

Lista de abreviações

Introdução

01 Design Ergonômico
Design em geral
Design de Informação
Design de Interfaces
Design ergonômico e sua importância
Interação Homem-Interface

02 Experiência do usuário e a Usabilidade
Usabilidade e os métodos de avaliação
ISO 924-11 (NBR 9241-11:2002)
Número de Participantes
Métodos de avaliação

03 Método de Inspeção
Avaliação de Critérios Ergonômicos da interface
Check-list
Coleta de Dados
Análise dos dados
Apresentação dos resultados

04 Método empírico
Avaliação através de teste com usuário
Sujeitos
Coleta de Dados
A tarefa
Análise dos Dados
Apresentação dos resultados
Antes do uso: impressões iniciais positivas
Durante o uso: qualidade do uso
Após o uso: impressões finais (grau de satisfação)
Resultado final de toda a avaliação

BIBLIOGRAFIA

APÊNDICE A

APÊNDICE B

APÊNDICE C

Lista de Figuras

Figura 1: Esquema da incorporação da Ergonomia e Experiência do Usuário no Design

Figura 2: Esquema do funcionamento da Experiência do Usuário

Figura 3: Resultado da avaliação de inspeção

Figura 4: Resultado final da avaliação empírica e de inspeção

Lista de Tabelas

Tabela 1: Dez princípios mais importantes para o design de interação (NIELSEN, 1995)

Tabela 2: Critérios Ergonômicos (BASTIEN & SCAPIN, 1993)

Tabela 3: Classificação dos produtos (BANGOR et al., 2009)

Tabela 4: Quadro de pontuação das opções do Check-list de Critérios Ergonômicos

Tabela 5: Resultados avaliação através do check-list de critérios ergonômicos

Tabela 6: Identificação e Experiência Computacional dos participantes

Tabela 7: Pontuação para subsequente cálculo das impressões iniciais - UX

Tabela 8: Quadro de pontuação para o subsequente cálculo da eficácia - UX

Tabela 9: Pontuação para o subsequente cálculo da eficiência - UX

Tabela 10: Pontuação para o subsequente cálculo da satisfação – UX

Tabela 11: Apresentação dos resultados das impressões iniciais (antes do uso)

Tabela 12: Apresentação dos resultados do cálculo de eficácia (durante o uso)

Tabela 13: Apresentação dos resultados do cálculo de eficiência (durante o uso)

Tabela 14: Resulto das impressões finais (grau de satisfação) – após o uso

Introdução

O campo da Interação Humano-Computador (IHC) engloba os estudos dos elementos que compõem a relação do design com a tecnologia, relação entre os aspectos humanos e os sistemas tecnológicos, com interesse no design de produtos em conformidade com as necessidades e o bem-estar dos seres humanos. Da mesma forma trabalha o Design Ergonômico preocupado em diminuir os problemas existentes entre usuário e tecnologia, visando garantir produtos mais adaptados aos fatores humanos. Esta área ligada às questões da Experiência do Usuário e da Usabilidade, pois apesar de problemas de usabilidade ocorrer durante a interação do usuário com o sistema interativo, atrapalhando a realização da tarefa, tem sua origem em um problema de ergonomia da interface. Falhas de usabilidade em interfaces ocasionam perda de tempo, comprometimento na realização de tarefas ou até sua inviabilização, trazendo insatisfação ao usuário e não permitindo que a interface garanta o sucesso da Experiência do Usuário.

Estudos que abordam como avaliar websites muitas vezes não são acessíveis a ponto de se tornarem ferramentas para aqueles que trabalham com o desenvolvimento e avaliação de websites. É importante compreender como avaliar a experiência do usuário através de uma avaliação empírica (teste com usuários) e de uma avaliação de inspeção (check-list) da interface a certos critérios ergonômicos.

Este livro tratará das questões relacionadas à ergonomia de interface, usabilidade de sistemas interativos e técnicas de avaliação de interface visando nortear desenvolvedores de websites sobre a importância de se elaborar páginas que sejam acessíveis, legíveis e fáceis de usar pelos usuários e que garantam uma satisfatória experiência de uso.

01 Design Ergonômico

O Design pode ser compreendido de várias formas dependendo de quem o olha. Segundo Lobach (2001) existem cinco pontos de vistas que podem definir o Design, sendo que o primeiro ponto seria do usuário do ambiente construído que o utiliza sem grandes reflexos, conforme sua necessidade e não saber conceituar Design; o segundo ponto de vista seria do fabricante (dono do negócio) que ver o Design como o emprego de meios estéticos para atrair o comprador e agregar valor no seu produto, seria aquilo que lhe fará lucrar; o terceiro seria a visão do crítico da sociedade atual que acredita que o design é o embelezamento de um produto que poderia ser barato apenas para elevar o seu preço; o quarto ponto de vista seria o do próprio designer, porém como “empregado do fabricante” que percebe o Design como sendo a resolução de problemas que atendam tanto o usuário quanto o dono do negócio. O quinto ponto de vista de Lobach (2001) seria o do designer como “advogado do usuário” que entende que o Design deve adaptar o ambiente construído as necessidades físicas e psíquicas dos homens na sociedade. Esse olhar busca pensar no usuário como centro do projeto de Design, conforme Lobach (2011) “o designer deve colocar o problema dos usuários no centro das atenções do projeto”.

Design em geral

Então Design pode ser definido como um processo de geração de uma “solução satisfatória” através de um artefato[1] para problemas, necessidades e limitações dos usuários. O artefato aqui pode ser um produto ou uma interface gráfica, ou seja, qualquer resultante de um processo de Design. Então, Design é o processo de adaptação do ambiente construído as necessidades e limitações de seus usuários através de um artefato que garanta sua satisfação (solução satisfatória).

Design de Informação

Baseando-se no que definimos como Design, então Design de Informação pode ser visto como a geração de uma solução satisfatória para uma necessidade ou problema dos usuários através de uma interface de informação, ou seja, o Design de Informação é o processo de adaptação das informações as necessidades e limitações dos usuários através de uma interface gráfica de informação.

Para Garret (2011) não é suficiente apenas colocar a informação lá, é preciso comunicar a informação da forma mais eficiente possível, ou seja, a informação deve ser apresentada de forma que ajude as pessoas a absorverem e entenderem a informação. No projeto de websites é necessário que a informação esteja organizada e estruturada de maneira a ser assimilada pelo leitor, pois “a compreensão de uma estrutura e sua organização de informação permite a compreensão de valor e significado de seu conteúdo” (WURMAN, 2005). Se ao entrar em um website o usuário tiver dificuldade em encontrar uma informação ele irá concluir que o website é difícil de usar e se sentirá frustrado, podendo até não retornar mais a este website. Kuniavsky (2003) afirma que a arquitetura da informação pode ser algo muito abstrato da experiência do usuário, porém está aparente na forma como a informação é estruturada, e muitas vezes essa estrutura é explícita restando pouca dúvida quanto a sua organização e hierarquização.

A informação através dos seus aspectos sintáticos (estrutura), semânticos (compreensão dos signos e significados) e pragmáticos (intenção) deve ser comunicada de forma que seja compreendida pelo seu público-alvo. O design da informação deve objetivar que a estrutura da informação seja clara, ou seja, que os aspectos textuais e visuais comuniquem de forma efetiva, fazendo sentido e comunicada com bom gosto. O Design de Informação pode fazer uso da Arquitetura de Informação para garantir que a informação seja estrutura pensando em seus usuários e no contexto de uso da informação. Normalmente divide-se em quatro sistemas: sistema de organização que trabalha os aspectos da categorização e hierarquização da informação, sistema de rotulação que trabalha os aspectos ligados a títulos/rótulos de cada área de informação e dos elementos informativos (ícones, texto, imagens), sistema de navegação que trabalha como será projetada a “navegação” pelo espaço informacional e o sistema de busca, refere-se à definição de possíveis perguntas ou palavras-chaves que o usuário irá usar para localizar informações relevantes (mais voltadas para interfaces interativas), quando não se tratar de interfaces interativas, pode ser usada para determinar informações que são mais relevantes ao usuário e priorizá-las na interface de comunicação.

O Design de Informação tem um papel fundamental na interação e consequentemente na experiência do usuário, pois através do projeto de estruturação e organização da informação dando ênfase aquelas que têm um maior peso e prioridade, o usuário consegue usar a interface com uma maior facilidade e entendimento dos recursos e características próprias dela. Para o estudo da interface, áreas como o design de informação e a ergonomia de interfaces criam inter-relações com o objetivo do desenvolvimento de interfaces mais simples, intuitivas e fáceis de usar no qual os usuários possam sentir-se satisfeitos e confiantes por atingirem seus objetivos com menos esforços, menos tempo e propensos a menos erros.

Design de Interfaces

Seguindo as definições feitas sobre o Design podemos dizer que Design de Interfaces é adaptação da interação as necessidades e limitações dos usuários através de uma interface interativa.

Uma interface não só define as estratégias para a realização da tarefa, como também conduz, orienta, alerta, ajuda e oferece respostas ao usuário durante as interações (CYBIS, 2003). O design como papel interdisciplinar focado nas necessidades do usuário assume uma função essencial neste contexto de organização e estruturação informacional. Ele agrega em si os conhecimentos necessários à estruturação funcional e à fundamentação de linguagem e comunicação visual (PASSOS & MOURA, 2007).

Design ergonômico e sua importância

Paschoarelli e Silva (2006) caracterizam o Design Ergonômico como sendo o processo de design, cujo princípio é a aplicação da ergonomia no desenvolvimento de artefatos tecnológicos com o objetivo de obter produtos e sistemas mais seguros, confortáveis, eficientes e aceitáveis. O Design Ergonômico então se baseia na inter-relação do design, ergonomia e usabilidade. E porque não dizer que também faz parte desta relação à experiência do usuário (Figura 01).

Figura 1: Esquema da incorporação da Ergonomia e Experiência do Usuário no Design.

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Fonte: próprio autor

Para se garantir um bom design é indispensável que design, ergonomia, experiência do usuário e usabilidade sejam parte de um mesmo processo que busca garantir um resultado que satisfaça as pessoas. Se pensarmos que um bom design é o processo de resolução de um problema ou necessidade através de um artefato que atenda de forma satisfatória o usuário, então é necessário que o processo de design faça uso de critérios de ergonomia, que busca adaptar o ambiente construído as necessidades e anseios dos usuários, para obter o resultado satisfatório. E para se adaptar aos usuários é necessário compreender a experiência do usuário, ou seja, como é a relação de uso e como se dar o processo de uso do ambiente construído e seus artefatos, as expectativas, a qualidade de uso (usabilidade) e as impressões (satisfação) resultantes da experiência vivenciada com essa interação. O design, então, fará uso, na configuração estético-funcional do artefato, de critérios ergonômicos e dados da experiência do usuário para entregar uma solução satisfatória.

Garret (2011) afirma que características e funções sempre importam, mas a experiência do usuário tem um efeito muito maior sobre a fidelidade do usuário.

Interação Homem-Interface

Garret (2011) afirma que se um website é um aplicativo da Web em que as pessoas usam para realizar certas tarefas como comprar um bilhete de avião ou movimentar contas bancárias a comunicação será o fator chave para o sucesso do produto. Porque as funcionalidades mais valiosas e poderosas do mundo podem falhar se os usuários não souberem como fazer uso dela.

Ao entrar em um website de compra online, por exemplo, você irá procurar por itens, seja através das categorias ou através do sistema de busca, irá informar os dados do seu cartão e de endereço e o websites irá confirmar que o produto será enviado a você. Essa experiência irá querer diversas decisões sobre os aspectos do website, como se comporta e o que ele permite que se faça. Essas decisões informam e influenciam toda a experiência do usuário.

Nielsen (1995)[2] apresenta um artigo em seu website NN/g (Nielsen Norman Group) com os dez princípios mais importantes para o design de interação. O autor chama de Heurística por ter ligação com as “regras de ouro” criadas como diretrizes de usabilidade (Tabela 1).

Tabela 1: Dez princípios mais importantes para o design de interação (NIELSEN, 1995).

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Walter Cybis no website[3] da LabIutil (Laboratório de Utilizabilidade) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresentam critérios ergonômicos (BASTIEN & SCAPIN, 1993) para avaliação de interfaces humano-computador, distribuídos em oito critérios e seus subcritérios, conforme mostra a tabela 2.

Tabela 2: Critérios Ergonômicos (BASTIEN & SCAPIN, 1993).

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[...]


[1] Artefato: objeto feito ou modificado pelo homem.

[2] NIELSEN, Jakob. 10 Usability Heuristics for User Interface Design. NN/g Nielsen Norman Group, 1995. Disponível em: http://www.nngroup.com/articles/ten-usability-heuristics. Acessado em 10 de abril de 2013.

[3] CYBIS, W. Laboratório de Utilizabilidade - Critérios Ergonômicos. LabIutil. Disponível em: http://www.labiutil.inf.ufsc.br/CriteriosErgonomicos/LabIUtil2003-Crit/100conduc.html. Acessado em maio de 2011.

Details

Pages
64
Year
2013
ISBN (eBook)
9783656457992
ISBN (Book)
9783656459507
File size
6 MB
Language
Portugues
Catalog Number
v215882
Institution / College
Universidade Estudial Paulista "Júlio de Mesquita Filho" – PPGDesign
Grade
Textbook-publications
Tags
ergonomics design evaluation usability ux ergonomics criteria

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